acho que a música diz tudo desta vez, não é preciso descrever o que vejo e sinto quando a ouço.
sábado, 27 de março de 2010
No pólo norte da Lua.
No pólo norte da Lua, leve e livre. Sou um robot com efeito com defeito. Um robot com sentimentos demasiado avançado para a vida no mundo dos homens, enviado para um lugar frio e distante, na solidão. Um robot que chora por nunca mais poder voltar a ver as rosas, os lírios as cores sentir a chuva, os rios, o mar, ouvir o som de uma guitarra, um piano, um violino. Não tenho um urso de peluche ou uma mecha do cabelo da minha mãe para me agarrar como o rapaz do filme, sou mesmo um robot solitário. Um robot igual aos homens, excluído do meu mundo.
TaughtMe @ Chasing The Moon
Chasing The Moon | MySpace Video
TaughtMe @ Chasing The Moon
Chasing The Moon | MySpace Video
rush
GRITA! Dou-te um estalo não reages, dou-te um pontapé não reages, atiro-te com água não reages. Frustração, e agora ? O que fazer, o que dizer, quem chamar ? Tento manter a calma mas entro em pânico. Estou sem fôlego, a arfar. De joelhos, levo as mãos à cabeça junto ao couro cabeludo, cerro os dentes olho para ti, esparramado no chão sem reacção. GRITO, ouve-se um som estridente que ecoa e nem consigo decifrar como o emiti. Chamo por socorro mas ninguém me ouve. Espero por longos minutos que mais parecem horas. Tu acordas, perguntas-me o que se passou, eu no asfalto da auto-estrada vazia explico-te que caís-te no chão sem pré aviso. Com o carro, carteira e telemóvel roubados não temos por onde ir. Passa um carro com uma rapariga albina de olhos vermelhos e cabelo branco a conduzir, pedimos boleia. Ela pára o carro tu entras no banco da frente e eu no de trás, ela pede-me pra eu lhe chegar uma coisa da carteira, quando a abro encontro as nossas carteiras, as chaves do nosso carro e o telemóvel. Tu olhas pra mim e lês nos meus olhos o que se passa, saímos os dois do carro em andamento, eu rebolo pela encosta abaixo. ACORDO, afinal tinha adormecido ao volante, estava dentro do nosso carro tu estavas a guiá-lo e perguntas-me se eu estava bem, anuí dizendo 'Tive um sonho mesmo estranho'. Olho pela janela, o carro ao lado era o da rapariga e ninguém o estava a guiar mas a carteira permanecia no banco de trás.
abstracção
Nada parece real, ligo-me a uma sensação de liberdade pouco compreensível contenho ao máximo a explosão de felicidade que está prestes a acontecer, corro por entre a relva descalça com o cabelo solto e um fluir de verde pelo corpo, sinto o orvalho na minha pele. Paro, olho à minha volta e tudo o que vejo são árvores e mais árvores que já vi antes, sinto-me a ficar sem fôlego, sinto o sol a bater no meu cabelo, gotas de suor a escorrerem-me pelas maçãs do rosto, mesmo assim não paro para não parar de ter aquela sensação de que tudo está bem desde que não pare de correr. Chego finalmente ao rio, molho os pés na água, ponho-me de cocaras e com as mãos em forma de concha molho a cara, levanto-me dispo-me e mergulho. Nesse preciso momento fecho os olhos e expiro, estou dentro de água livro-me do peso extra que carrego quando estou seca, ponho a cabeça fora da água, olho para onde deixei a roupa e observo os teus pés, continuo olhando para cima observando-te até que finalmente chego aos teus olhos onde me perco. Quando volto a mim peço-te para te juntares a mim. É aí que tu mergulhas e nadas até mim. Depois beija-mo-nos e é aí que eu percebo que mesmo parada estou a correr.
sábado, 20 de março de 2010
void
You don’t realize how I’ve been aching
When I talk my voice starts shaking
I’m no longer in control
I think I have a large hole
That needs to be filled, stuffed, rebuilt, shut.
Spend my days walking in the rain
Regaining the trust I need
To make this whole thing change
Trying to smile when all I wanna do is cry
When I talk my voice starts shaking
I’m no longer in control
I think I have a large hole
That needs to be filled, stuffed, rebuilt, shut.
Spend my days walking in the rain
Regaining the trust I need
To make this whole thing change
Trying to smile when all I wanna do is cry
divergências
Integras uma realidade de diversidade
Vives à base de uma água com sabores
Tentas organizar-te como um degrade de cores
Mas no fundo quando já estás nas bocas do mundo
Cais em canon sem destino neste mundo
Para além de não teres mais em que pensar
Reges-te em ordem ao cair da chuva
Giras em torno de um ser
Sem saber o que te dá prazer
Tentas mudar a vida e adaptá-la a ti
Mas tu é que te adaptas a ela
Senão fica ela sem ti
Vives à base de um elixir da longa vida
Que não te tira desta rua sem saída
Mas no fundo quando já estás nas bocas do mundo
Cais em canon sem destino neste mundo
Temos as nossas divergências
E nem tudo são rosas
Mas quando te chamo
Tu nunca demoras.
sábado, 13 de março de 2010
Algo mais...
Torna-te cor
Torna-te luz
Transforma a tua dor
E carrega a tua cruz
Sem lamurias nem queixumes
Cresce muda e faz!
Sê fiel a ti mesma,
Encontra a tua paz.
À medida que te tornas alguém.
Se ninguém é perfeito,
Quem será ninguém ?
Qual é a tua essência ?
Qual é o teu sentido ?
Descubro a fragrância,
Estou a tentar perceber
Estou a tentar decifrar
Serás um enigma da vida?
Ou não te queres libertar ?
Torna-te luz
Transforma a tua dor
E carrega a tua cruz
Sem lamurias nem queixumes
Cresce muda e faz!
Sê fiel a ti mesma,
Encontra a tua paz.
Mas afinal quem és tu?
Mas afinal quem sou eu?
Somos ambos luz!
Sol que sofreu.
Reduz-te à tua insignificância,Mas afinal quem sou eu?
Somos ambos luz!
Sol que sofreu.
À medida que te tornas alguém.
Se ninguém é perfeito,
Quem será ninguém ?
Qual é a tua essência ?
Qual é o teu sentido ?
Descubro a fragrância,
Perco-me contigo.
Mas afinal quem és tu ?
Mas afinal quem sou eu?
És a minha luz,
Sol que nasceu!
És a minha luz,
Sol que nasceu!
Estou a tentar perceber
Estou a tentar decifrar
Serás um enigma da vida?
Ou não te queres libertar ?
Mafalda Cortesão
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